domingo, 27 de abril de 2008

Resistência humana testada: da realidade para a ficção


Pense em ficar um dia sem beber nenhum tipo de líquido. Agora tentem imaginar ficar sem água e comida durante vários dias. É possivel?

Quatro pessoas, de diferentes personalidades e totalmente desconhecidas são trancafeadas em uma cela, sem comida e água. Alguém as observa de longe: movimentos, reações, brigas e comportamentos. Mas alguma coisa acaba dando errado. É possível suportar até quando esta situação? O que você faria para sobreviver? Acompanhe as novidades desta história...



Para saber mais - Em um país como o Brasil, em pleno verão, o ser humano nao resiste mais do que quatro dias sem comida e água. No frio, esse tempo pode chegar a sete dias - dependendo, claro, das condições físicas de cada um. Para se ter uma idéia, a perda média de água do ser humano é de cerca de 2 a 2,5 litros de água por dia, que saem na urina, fezes e suor - em dias quentes, chegamos a perder o dobro disso.
A água do nosso corpo é como um rio navegável, ela propicia nas células, no sangue das veias e artérias, um líquido intersticial e na linfa que corre nos vasos linfáticos, as condições favoráveis para ao transporte e ação de diversas moléculas indispensáveis à vida. Na verdade, ao tomarmos água, estamos repondo também sais minerais como o sódio, o potássio, o cálcio, entre outros dissolvidos nela.
Toda água que tomamos não fica parada em nosso organismo, ela está sempre em constante movimento; um adulto pode trocar de 5% a 10% da água consumida por dia. Perdemos água no controle da temperatura do corpo quando suamos e no metabolismo da própria respiração; a quantidade depende da temperatura ambiente e da intensidade de exercícios físicos que fazemos. Podemos eliminar de 1,0 a 20 litros de urina por dia. Esse controle é feito pelos rins e o aparelho urinário.
O sangue “hidratado” beneficia todo o corpo porque distribui melhor os nutrientes que transporta. Quando o nível de água diminui, a pressão cai, a circulação fica lenta e o organismo sofre deixando de receber a energia necessária. O coração faz mais esforço na tentativa de bombear o sangue para todo o corpo, as células cerebrais recebem pouco oxigênio e diminuem sua atividade e o rim filtra menos toxinas, podendo levar a morte.


O real acaba de ser questionado na ficção. Em breve, acompanhe a trajetória do "Caso Sócrates", um filme para resistir e questionar.