
Para concluir a maratona de entrevistas do elenco principal do curta-metragem, Luís Henrique Prado de Santis traz como abordagem em suas respostas, as experiências obtidas em participações na televisão regional do Estado. Ele analisa sua interpretação na cela, identificando os problemas na hora de lidar com o cenário real e destaca o espírito coletivo do elenco, que não mediu esforços para tornar a história do filme, um espelho com reflexos reais da situação da resistência huamana. Luís Henrique, mais conhecido como "Mola", é um dos coodernadores do Ponto de Cultura ACI- Ação Cultural Integrada, ao lado da coordenadora Juliana Sott. Confira seu envolvimento com a cultura local e os desafios nesta nova experiência de ser ator.

Como surgiu o convite para participar do elenco principal? Qual a tua experiência
Luís- O primeiro contato com a mídia de massa foi aos seis anos, quando fui um dos protagonistas de uma publicidade televisiva da Ferragem Índio, pela RBS TV de Cruz Alta. Imagino que tenha sido uma das primeiras publicidades deste tipo em São Luiz Gonzaga. Quando secundarista na escola Osmar Poppe, na época Leovegildo Paiva tivemos técnicas de teatro com a professora Marilda Dias Portela, que acabou me servindo para criarmos um grupo de Teatro na Escola Polivalente, onde desenvolvemos vários trabalhos com os colegas da época no início dos anos 90. Brincávamos de palhaços a fantoches entre outros personagens. A última experiência foi em uma propaganda da AM/PM do Posto do Zanini veiculada pela RBS TV de Santa Rosa. Me parece pouco mas se pensarmos que São Luiz como diria Humberto Gessinger é longe das capitais. Acho que tive oportunidades muito interessantes.
Como sempre tive ligado a quase todas as manifestações culturais da cidade e ao Ponto de Cultura, o diretor e roteirista Alex Duarte me convidou a participar deste projeto O Caso Sócrates, no início não caiu à ficha do que teria de desempenhar e a que ponto teria de me expor, mas hoje posso falar que foi um desafio e tanto incorporar Durval Lemos.
Conte um pouco sobre o seu personagem. Tem alguma semelhança entre você e Durval Lemos? Como ele é?
Luís- Durval Lemos, professor de matemática, com uma vida da casa trabalho – trabalho casa, uma personalidade fechada devido aos reveses da vida, já que seu filho ainda pequeno lutam contra o câncer, sua vida é dedicada a essa luta que consome a maior parte de seus pensamentos. Não há uma semelhança marcante a não ser o fato de tentar ser o mais racional possível.
Quais as maiores dificuldades na hora da gravação no antigo presídio? O que foi problema e como solucionaram?
Luís- Na primeira noite de filmagem foi terrível, não sabíamos exatamente o que encontraríamos e confesso que foi muito pior do que imaginei, o ambiente claustrofóbico, úmido, aliás, alagado. Tivemos de deitar naquele espaço que parecia a sucursal do inferno...(risos). E na madrugada
gélida de quatro graus, até não sei como nos comportamos e suportamos, mas acho que conseguimos pelo grau de companheirismo e amizade que o elenco desenvolveu, ajudou a nos confortar e muitas vezes nos conformar.
O que tem a dizer sobre o elenco?
Luís- O que falar desse pessoal? Primeiros são loucos, segundo muito humanos e apesar do amadorismo, conseguimos conquistar um profissionalismo incrível. Já sinto uma certa saudade de poder estar com eles e nos divertindo em frente as câmeras. Mesmo com dificuldades em desempenhar certas situações, tivemos apoio de cada um, tornando tudo isso uma brincadeira de gente grande.
Você seria capaz de matar para sobreviver?
Luís- Bah! Situação complicada, a sobrevivência é uma lógica irracional do ser humano, e não vermos isso ocorrer por todo o mundo, pessoas que matam e roubam para sobreviver, eu não saberia dizer, hoje bem alimentado diria não, mas em condições onde as convenções sociais não tem influência alguma,onde a razão rasteje sob o domínio da fome, acho que seria muito difícil não cometer alguma barbárie.
Luís- O primeiro contato com a mídia de massa foi aos seis anos, quando fui um dos protagonistas de uma publicidade televisiva da Ferragem Índio, pela RBS TV de Cruz Alta. Imagino que tenha sido uma das primeiras publicidades deste tipo em São Luiz Gonzaga. Quando secundarista na escola Osmar Poppe, na época Leovegildo Paiva tivemos técnicas de teatro com a professora Marilda Dias Portela, que acabou me servindo para criarmos um grupo de Teatro na Escola Polivalente, onde desenvolvemos vários trabalhos com os colegas da época no início dos anos 90. Brincávamos de palhaços a fantoches entre outros personagens. A última experiência foi em uma propaganda da AM/PM do Posto do Zanini veiculada pela RBS TV de Santa Rosa. Me parece pouco mas se pensarmos que São Luiz como diria Humberto Gessinger é longe das capitais. Acho que tive oportunidades muito interessantes.
Como sempre tive ligado a quase todas as manifestações culturais da cidade e ao Ponto de Cultura, o diretor e roteirista Alex Duarte me convidou a participar deste projeto O Caso Sócrates, no início não caiu à ficha do que teria de desempenhar e a que ponto teria de me expor, mas hoje posso falar que foi um desafio e tanto incorporar Durval Lemos.
Conte um pouco sobre o seu personagem. Tem alguma semelhança entre você e Durval Lemos? Como ele é?
Luís- Durval Lemos, professor de matemática, com uma vida da casa trabalho – trabalho casa, uma personalidade fechada devido aos reveses da vida, já que seu filho ainda pequeno lutam contra o câncer, sua vida é dedicada a essa luta que consome a maior parte de seus pensamentos. Não há uma semelhança marcante a não ser o fato de tentar ser o mais racional possível.
Quais as maiores dificuldades na hora da gravação no antigo presídio? O que foi problema e como solucionaram?
Luís- Na primeira noite de filmagem foi terrível, não sabíamos exatamente o que encontraríamos e confesso que foi muito pior do que imaginei, o ambiente claustrofóbico, úmido, aliás, alagado. Tivemos de deitar naquele espaço que parecia a sucursal do inferno...(risos). E na madrugada
gélida de quatro graus, até não sei como nos comportamos e suportamos, mas acho que conseguimos pelo grau de companheirismo e amizade que o elenco desenvolveu, ajudou a nos confortar e muitas vezes nos conformar.O que tem a dizer sobre o elenco?
Luís- O que falar desse pessoal? Primeiros são loucos, segundo muito humanos e apesar do amadorismo, conseguimos conquistar um profissionalismo incrível. Já sinto uma certa saudade de poder estar com eles e nos divertindo em frente as câmeras. Mesmo com dificuldades em desempenhar certas situações, tivemos apoio de cada um, tornando tudo isso uma brincadeira de gente grande.
Você seria capaz de matar para sobreviver?
Luís- Bah! Situação complicada, a sobrevivência é uma lógica irracional do ser humano, e não vermos isso ocorrer por todo o mundo, pessoas que matam e roubam para sobreviver, eu não saberia dizer, hoje bem alimentado diria não, mas em condições onde as convenções sociais não tem influência alguma,onde a razão rasteje sob o domínio da fome, acho que seria muito difícil não cometer alguma barbárie.






